Rede propõe organizar fluxo de pacientes
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sábado, 24 de outubro de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Criar um comando único para atendimento pré-hospitalar de todos os pacientes de urgência que acionam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Siate, é a proposta dos órgãos que lidam com o fluxo de encaminhamento para organizar o atendimento e tentar diminuir a espera por leitos nos hospitais. A sugestão, elaborada por representantes da secretaria municipal de Saúde, Departamento de Serviços Especiais em Saúde - que gerencia Samu e Siate - e Departamento de Auditoria, Controladoria e Avaliação seria discutida ontem com o secretário municipal de Saúde, Agajan der Bedrossian.
De acordo com Alessandro Sella de Godoy Bueno, coordenador médico da Central de Leitos de Londrina, hoje o Samu agrega vários serviços da rede, encaminhando pacientes que ainda não receberam atendimento médico e também aqueles que já foram atendidos em serviços de sáude e precisam ser enviados para hospitais que recebem casos mais complexos.
Com a implantação do chamado Complexo Regulador Municipal, a ideia é que o Samu continue encaminhando os atendimentos pré-hospitalares de urgência, mas que seja criado um outro comando para conseguir vagas para as pessoas que já foram atendidas em serviços como unidades básicas de saúde, Pronto Atendimento Municipal (PAM) e nos hospitais da Zona Norte e Zona Sul.
''Nesses casos, o Samu apenas transportaria os pacientes'', explicou Bueno, lembrando que a proposta ainda está em estudo e deve atender à portaria 1559, publicada em 2008 pelo Ministério da Saúde, cujo objetivo é organizar o fluxo de atendimento por classificação de risco. Dessa forma, também seria possível evitar o atendimento prioritário a pacientes de menor risco nos hospitais terciários, que atendem alta complexidade.
Bueno informou que, atualmente, a espera por atendimento tanto pelo Samu quanto nos hospitais é muitas vezes prolongada. ''As 'portas de entrada' dos hospitais são subdimensionadas. Além de organizar o fluxo, seria necessário aumentar o número de leitos e os recursos humanos'', avaliou. Apenas em setembro, o Samu atendeu 5.935 casos clínicos, o Siate atendeu 773 pessoas e uma média de 800 pacientes foram encaminhados por outros municípios.
No final da manhã de ontem, o pronto-socorro do Hospital Universitário continuava superlotado, com 73 pessoas para 48 leitos. Conforme informações da assessoria de imprensa da instituição, Samu e Siate foram comunicados para não enviarem mais pacientes. Na Santa Casa e no Hospital Evangélico, os prontos- socorros também trabalhavam acima da capacidade.
O secretário de Saúde informou, no final da tarde, que o protocolo encontra-se em fase de discussão e poderá falar sobre o assunto no início da semana.


