A transferência de alunos das escolas particulares para a rede municipal de ensino e a obrigatoriedade do atendimento de crianças com 4 e 5 anos a partir de 2016 fizeram com que a Secretaria Municipal de Educação buscasse alternativas para atender a demanda a partir do próximo ano letivo. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o município espera o incremento de 15% no número de alunos matriculados. Outras 2,9 mil crianças devem ser atendidas nas turmas de P4 e P5 da Educação Infantil.
Os cálculos aproximados foram revelados pela secretária Municipal de Educação, Janet Thomas. Hoje, mais de 41 mil alunos estão matriculados na rede municipal, considerando centros filantrópicos de educação infantil, creches e escolas administradas integralmente pela Prefeitura. Para reestruturar a rede e atender a demanda, representantes de uma comissão criada em julho deste ano visitou 173 unidades, avaliou os espaços físicos e o número de funcionários. "Com isso, nós conseguimos otimizar por volta de 180 salas de aula e cem professores", explicou. Turmas menores foram reorganizadas e as salas desocupadas serão destinadas às crianças da Educação Infantil.
Janet destacou que o georreferenciamento, a quantidade máxima de estudantes por sala e a metragem mínima estabelecida, que varia de acordo com a idade das crianças, foram respeitados durante a reestruturação. Ao todo, quatro escolas municipais serão afetadas. "Na Escola Municipal Melvin Jones, na região oeste, os estudantes não serão remanejados e o atendimento será ampliado para crianças com 4 anos", garantiu. Os pais sugeriram ao Município a realocação da sala dos professores e da biblioteca para atender os menores.
Na Escola Municipal Amanda Rossi, na zona leste, todos os alunos do 1º ao 5º ano foram transferidos para outras unidades e o local deve funcionar como Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) com meninos e meninas de 0 a 5 anos. "As crianças que estudavam lá não eram, necessariamente, daquela região. Como nós reorganizamos as outras escolas, muitas delas mais próximas às casas dos pais, a comunidade até preferiu a mudança", defendeu Janet.
A Escola Municipal Santos Dumont, na região oeste, será transformada gradativamente em CMEI. Alunos de 4 e 5 anos serão atendidos na unidade e os estudantes do 2º e 3º anos permanecerão no restante das salas. Já as turmas de 1º, 4º e 5º anos serão transferidas para a Escola Municipal João XXIII, que fica a 250 metros da Escola Santos Dumont.
As propostas de adequações para a Escola Municipal Professora Geni Ferreira, também na zona oeste, serão discutidas nesta semana. Uma reunião deve ser agendada com representantes da Secretaria Municipal de Educação, professores e pais de alunos. Em julho, a escola foi interditada, por conta de problemas estruturais. A reforma deve custar cerca de R$ 726 mil. Enquanto isso, os alunos são atendidos no salão da Paróquia Bom Jesus.
Além dessas alterações, o município estuda a possibilidade de alugar imóveis para a implantação de novas salas de aula. Aproximadamente 300 professores serão convocados nos próximos meses para reforçar o quadro de funcionários. Além do atendimento obrigatório aos estudantes de 4 e 5 anos, mais de 4 mil crianças entre 0 e 3 anos estão na lista de espera por uma vaga nas creches municipais.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja, informou que acompanha o processo de remanejamento das salas de aula. Até o momento, não foram registradas reclamações por parte dos professores. Os representantes do Conselho Municipal de Educação não foram encontrados para comentar as mudanças.

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