Londrina

Josoé de CarvalhoDesmancheCasas da RFFSA na Cidade: venda dos imóveis faz parte de plano para recuperar as finanças da redeA Rede Ferroviaria Federal S/A (RFFSA) colocou à venda em Londrina, por concorrência pública, 21 imóveis residenciais que eram ou estão ocupados por ex-funcionários e aposentados da rede. São 10 casas no jardim Marabá (zona leste), outras 10 no jardim Maria Lúcia (zona oeste), ao lado do pátio ferroviário, e mais uma no jardim Igapó (zona sul). Os preços mínimos indicados no edital vão desde R$ 13,5 mil até R$ 18,8 mil (com tamanhos que variam entre 38,5 e 100,2 metros quadrados). A casa do jardim Igapó, com 213 metros quadrados de construção e um lote com 2.516 metros quadrados de área total, tem preço diferenciado: o mínimo, neste caso, pula para R$ 150 mil.
O chefe do escritório regional da RFFSA em Curitiba, Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, explica que as vendas de imóveis fazem parte de um plano nacional e tem por objetivo saldar as dívidas da rede com o INSS, Fundo de Garantia, ICMS, Refer (fundação da rede), passivos trabalhistas e cíveis. Essas dívidas, segundo ele, giram hoje em torno de R$ 3 bilhões nas cinco malhas da Rede Ferroviária no Brasil. Ao todo, aproximadamente 22 mil imóveis serão vendidos nos próximos cinco anos e renderão R$ 4 bilhões. ‘‘No final acho que devemos zerar a dívida’’, aponta Ferraz.
As vendas dos imóveis no Paraná começam a ser feitas pouco tempo depois do Governo Federal terceirizar a operação na chamada Malha Sul da RFFSA, cuja concorrência foi vencida no final do ano passado pelo consórcio internacional Sul Atlântico. Paulo Ferraz afirma que somente nos estados do Paraná e Santa Catarina e mais duas cidades do interior de São Paulo (Ourinhos e Itararé) três mil imóveis serão colocados a venda, gerando uma receita de R$ 300 milhões para os cofres da RFFSA.
Em Londrina, além dos 21 imóveis, o chefe do escritório regional da rede informa que no próximo mês uma nova licitação será aberta para a venda do prédio da administração local da RFFSA, na rua Attílio Octávio Bisatto (área central), com preço mínimo ainda a ser definido. A rede também pretende vender os materiais que ela chama de ‘‘inservíveis’’, como veículos, equipamentos, trilhos, dormentes e sucata, que devem render em todo País R$ 2 milhões. ‘‘Hoje nós temos uma estrutura pequena, cerca de 30 funcionários só aqui em Curitiba’’, justifica.
O interessado em participar da licitação das casas em Londrina deverá recolher uma taxa correspondente a 5% do valor mínimo do imóvel interessado junto ao escritório da RFFSA em Curitiba (rua João Negrão, 940, de segunda a sexta-feira, entre 8 horas e 17h30) ou então em agência bancária ainda a ser definida pela RFFSA, até às 15 horas do dia 29 de setembro. Esse valor será considerado como entrada ou parcela no caso de a pessoa vencer a licitação; para quem não ganhar, o dinheiro será devolvido.
Já as propostas, com documentação e preço, serão recebidas até às 8h30 do dia 30 de setembro, no antigo edifício da sede da RFFSA em Londrina (rua Attílio Octávio Bisatto, 480). Os envelopes serão abertos em seguida ao horário estipulado, na presença dos interessados, para exame das propostas. Quem oferecer o maior preço, à vista ou parcelado (com correção estipulada em edital), ganha a concorrência.
Paulo Ferraz lembra que os atuais ‘‘concessionários’’, que hoje ocupam as residências, serão beneficiados pelo ‘‘direito de preferência’’, ou seja, se eles cobrirem a maior proposta ficam com a casa, sem necessitar participar da licitação. Maiores informações podem ser conseguidas no próprio escritório da rede em Curitiba ou então pelos fones (041) 321.7113 e 321.7233.

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