Rede feminina
é a alma do
Erasto Gaetner
Sem elas, o funcionamento do Erasto Gaertner estaria comprometido. A atuação do batalhão de 250 voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer humaniza o ambiente de um hospital especializado em enfrentar uma das piores doenças deste século. ‘‘Nós somos o elo entre as enfermeiras, os médicos e os pacientes’’, resume a voluntária Marília Castellano. As voluntárias servem como guias dos pacientes que não conhecem a cidade, distribuem lanches nos quartos e angariam dinheiro e donativos para a manutenção do hospital.
Num ano em que parte da mídia e o governo federal apresentam o trabalho voluntário como uma novidade que precisa ser incentivada junto à população, as integrantes da rede em Curitiba demonstram antigo conhecimento de causa no assunto. Elas comemoraram este ano o 45º aniversário de existência. O Hospital Erasto Gaertner deve muito a estas senhoras identificadas por seus jalecos cor de rosa. Só com doações, a rede conseguiu construir há dez anos uma Casa de Apoio que abriga pacientes e familiares de outras regiões do Estado e do País.
‘‘Quando não posso vir ao hospital, sinto muita saudade’’, diz Erica Tomasoni, 68 anos, que não se incomoda em tomar dois ônibus para chegar ao Erasto Gaertner. Erica tem uma história singular em relação as outras voluntárias. Um filho, que sofreu um acidente de trânsito, corria o risco de perder uma das pernas por causa de uma trombose. O tratamento só não evitou que o paciente perdesse um pé. Ela conta que se comoveu com a atenção que as voluntárias dispensaram a ela e o filho e há quatro meses resolveu entrar para a rede. (D.V.)

mockup