Até o final do ano passado, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) não recebia as notificações de negligência, abandono e maus tratos praticados contra crianças e idosos. Um levantamento interno da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) apontou em torno de 60 registros desse tipo contra crianças e cerca de 80 casos contra idosos. Os profissionais de saúde tentam conversar com a família e, quando o paciente recebe alta, acionam os órgãos da rede de proteção. "Nunca vem só a violência física. É a violência psicológica, que vem junto com a redução da autoestima e a vítima não tem força para romper essa violência. O que queremos fazer é transformar o hospital em um ambiente acolhedor para essas pessoas", disse a psicóloga do Hospital Infantil, Eliane Ferreira.
"A violência é um assunto que tem que ser cuidado em rede porque é multifatorial", ressaltou Cristiana Castello Branco Nascimento, que integra a equipe de coordenação de Ações em Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
Nesta semana, a Santa Casa realizou a Jornada da Violência para promover o debate interno e sensibilizar os funcionários sobre a importância do trabalho contra a violência. "Os profissionais precisam estar atentos. Se o profissional que atendeu o paciente vítima de violência não teve esse olhar ou se teve, mas teve preguiça, foi um caso que deixou de ser notificado", disse Eliane Ferreira. (S.S.)

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