Para o secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, os efeitos da crise da saúde no Paraná não são tão grandes, comparados a outros Estados. Segundo ele, a situação foi ‘‘amenizada’’ pela atuação da rede de hospitais comunitários, com cerca de dez mil leitos disponíveis, o que correspode a quase 40% do total de leitos ofertados ao SUS.
‘‘Isso não resolve o problema, mas atenua os efeitos drásticos da crise’’, destaca. Raggio reconhece que a situação gerou maior movimento nos hospitais de grande porte, que estão superlotados.
O secretário diz que é contra a forma de pagamento do SUS pelos serviços prestados. Ele defende o investimento de saúde per capita. ‘‘O SUS gasta cerca de R$ 700 milhões por mês e consegue desagradar profissionais da saúde, hospitais e usuários’’.
Raggio diz que o pagamento da tabela do SUS com o reajuste de 25% deve ser feito a partir de março, conforme anunciou o ministro da Saúde. ‘‘A tabela não é justa’’, admite.
O secretário acredita que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve injetar recursos na saúde. Ele espera que pelo menos R$ 3 bilhões dos R$ 6 bilhões previstos com o imposto devem ser convertidos em investimento no setor.

mockup