Rede da Cidadania é exemplo de ação do poder público
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A exemplo das iniciativas da comunidade, a administração municipal também mantém projetos culturais para inserção social dos jovens. Um dos mais conhecidos é o Rede da Cidadania. O programa, de acordo com o recém-empossado secretário municipal da Cultura, Luciano Bitencourt, é estratégico por atingir camadas da população com maiores dificuldades de acesso à cultura. Ele também reconhece que o setor cultural é um dos braços do poder público importante no combate aos altos índices de violência registrados atualmente em Londrina.
Presente nas cinco regiões da cidade, a Rede da Cidadania é um circuito público de produção e circulação cultural. A base do programa é a organização da comunidade para promover eventos culturais, cuja demanda é definida pelos próprios moradores. A prefeitura oferece um cardápio de sugestões de atividades, como capoeira, circo, hip hop, entre outras. O financiamento dos projetos é feito com apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
''A Rede da Cidadania é um programa estratégico porque atinge camadas da população com maior dificuldade de acesso à cultura, chegando nos bairros mais distantes. Mas não é restrito a bairros de baixa renda. Também atende regiões com melhores condições financeiras'', explica Luciano Bitencourt. Segundo o secretário da Cultura, os projetos da Rede da Cidadania sempre mantêm em foco a questão da inclusão social. ''A violência é uma hidra que tem várias cabeças. A solução passa pela conjunção de várias políticas públicas: saúde, educação, assistência social'', analisa.
O secretário ressalta que a Rede da Cidadania não é o único programa cultural com o perfil de inclusão social em Londrina. Ele cita outras iniciativas, como o Projeto Viva Vida, que atende 14 comunidades com atividades educativas no contra-turno escolar, e o Projeto Futuro, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). Uma proposta nova é a Rede da Alegria, programa de animação cultural que será voltado principalmente para o público jovem.
No ano passado, as atividades da Rede da Cidadania envolveram diretamente cerca de 2,3 mil pessoas. É dividida entre projetos estratégicos, de iniciativa do poder público, e independentes, apresentados por agentes culturais da comunidade. ''A sociedade deve formar organizações não-governamentais (ONGs) para tocar projetos. A iniciativa e a execução têm ser da comunidade'', ressalta Bitencourt.
Atualmente, a rede abrange dez linguagens distintas: capoeira expressiva, criação literária, vídeo-cidadão, artesanato, corredor da pintura, hip hop, dança de salão, iniciação à dança, circo cidadão, teatro livre e cidadania.


