Rede da Biodiversidade vai unir projetos
Rede da Biodiversidade vai unir projetos
Programa do governo pretende aumentar a cobertura florestal, que atualmente atinge 7% do território do Paraná
Da Redação
Joel RochaPreservaçãoO reflorestamento das matas ciliares, que protegem as margens dos rios, será intensificado com a Rede da Biodiversidade O Paraná começa a desenvolver mais um audacioso projeto para aumentar e melhorar a preservação ambiental em todas as regiões do Estado. Depois de implantar importantes medidas em várias áreas ambientais, o governo cria agora a Rede da Biodiversidade, que funcionará como um mecanismo centralizador de todos os programas da atual política ambiental.
Vamos ter ações espalhadas pelo Estado para melhorar ainda mais a biodiversidade, principalmente com a recuperação da área florestal, explica José Tadeu Motta, diretor de biodiversidade e áreas protegidas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Hoje, o Paraná conta com uma cobertura florestal de 7% de seu território. A região Noroeste é uma das mais carentes de florestas, com cobertura de apenas 0,5%. A importância dessa iniciativa de recuperação florestal se deve à acentuada queda que o Estado vem sofrendo nos últimos anos na área ambiental. Na década de 60, por exemplo, 28% do território paranaense tinha cobertura florestal. Os outros governos nunca se preocuparam com a questão e agora estamos implantando uma série de programas com resultados expressivos, explica Motta.
O primeiro passo para reverter esse quadro é a recuperação da mata ciliar, ou seja, aquela que se localiza nas margens dos rios. Grandes rios como Paraná, Paranapanema, Iguaçu, Tibagi, Ivaí e Piquiri serão alvo do programa. Segundo Motta, só a recuperação da mata ciliar - que evita a erosão e melhora a qualidade da água - representa um aumento de 3% na cobertura florestal do Paraná.
Esse reflorestamento já acontece em algumas regiões, por meio de programas que estão em andamento, como o Sistema Estadual de Reposição Florestal Obrigatória (Serflor), Programa Estadual de Desenvolvimento Florestal (Prodeflor) e Florestas Municipais.
O aumento da área florestal vai proporcionar, entre outros benefícios, um maior fluxo de polinização entre as espécies vegetais, possibilitando uma troca genética mais intensa. Isso evita a proliferação de doenças entre as plantas e a possível extinção de algumas espécies.
A Rede de Biodiversidade prevê medidas de curto, médio e longo prazos. As secretarias de Estado vão trabalhar em parceria e desenvolver projetos que visem o equilíbrio do meio ambiente. A Secretaria de Agricultura vai incentivar o plantio direto e agricultura orgânica. No turismo, será estimulado o ecoturismo. A Secretaria de Indústria e Comércio vai apoiar a criação de indústrias familiares, voltadas para a produção de mel, geléia e artesanato, entre outros.
A médio prazo, o governo quer criar e interligar as unidades de conservação, principalmente em parques e estações ecológicas. Os rios e as serras serão os pontos de ligação da rede de biodiversidade, que funciona como uma teia em todos os sentidos do Paraná, diz Motta. A nossa estimativa é que esteja em pleno funcionamento até o ano 2002. Depois disso, não pode ser mais desativada. É um trabalho contínuo.





