A Rede Condor de Supermercados enviou ontem uma nota para a imprensa justificando a atitude da empresa com relação à funcionária Matilde Chequete, 52 anos. Acusada de furtar um cartão de aniversário do supermercado em Londrina na segunda-feira passada ela foi encaminhada para o 2º Distrito Policial (DP) onde ficou presa dois dias e saiu anteontem com liberdade provisória.

Na nota, o supermercado alega ter ''provas, inclusive testemunhais, de que o furto realmente ocorreu''. ''Cabe esclarecer que a medida tomada pela empresa é mais que um direito, é uma responsabilidade legal de todo cidadão, que tendo ciência de um crime, deve noticiar aos órgãos públicos competentes.''

O advogado Jorge Custódio, que acompanha o caso como integrante do Centro de Direitos Humanos (CDH), afirma que as declarações de Matilde Chequete têm consistência.

''Independente de qualquer coisa não podemos admitir este tipo de atitude: mandar prender um funcionário, levar para uma sala e torturá-lo
psicologicamente para que assine uma confissão sob ameaça'', afirma Custódio.

De acordo com o advogado, o caso será levado para o Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná.

mockup