A Rede Ferroviária Federal aceitou a proposta do sindicato dos ferroviários e cancelou o leilão de 28 casas de ex-funcionários em Maringá. Os imóveis serão vendidos aos ferroviários que já residem nas casas. O delegado da entidade em Maringá, Otílio Neves Filho, explicou que três vereadores da cidade se mobilizaram e conseguiram o compromisso da Rede de vender as casas aos próprios ferroviários. A empresa vai aceitar como forma de pagamento, tanto dos demitidos quanto dos empregados que estão na ativa, o valor em atraso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Pelos cálculos de Neves Filho, a Rede não deposita o FGTS desde 1994. A proposta de venda agradou os ex-funcionários da estatal, que terão ainda um prazo de 60 meses para quitar o imóvel. O sindicalista calculou que cada casa esteja avaliada em cerca de R$ 16,5 mil e que alguns ferroviários tem até R$ 4 mil para receber da Rede. Os aposentados ou demitidos que fizeram acerto com a empresa terão opção de pagar o imóvel à vista ou parcelado, também até 60 meses.
Os ferroviários poderão usar também um fundo de poupança mantida pela Rede, segundo o delegado sindical. Ele disse que o próximo passo do sindicato será de conseguir o mesmo benefício aos moradores de outras 30 casas ocupadas por ferroviários em Maringá. Os imóveis devem ir a leilão em 30 dias.

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