Recusa de cartão de crédito provoca confusão em posto
Cliente não tinha R$ 20,00 para pagamento à vista; gerente diz que calote é comum entre esquecidos
Fotos Dorico da SilvaO CONSUMIDORTolomeotti: Eu teria que pôr a boca na mangueira para tirar o combustívelO GERENTESantaella: O cliente não quis deixar documento para garantir pagamento
Lino Ramos
De Londrina
O servidor público Eduardo Tolomeotti, 25 anos, pretende recorrer à Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) contra o Auto Posto Samuara, localizado na Avenida Maringá (zona oeste de Londrina). Segundo ele, o posto não quis aceitar o pagamento de combustível com cartão de crédito e depois impediu que deixasse o estabelecimento. O gerente do posto, Thiago Santaella, 21 anos, alegou que a confusão foi criada pelo próprio consumidor.
Tolomeotti contou que pediu para o frentista colocar R$ 20,00 de gasolina em seu Chevette, placas ADV 8933. Ao conversar com Santaella, ficou sabendo que o posto não aceitava cartão de crédito.
Quando o frentista já havia colocado sete litros de combustível no veículo, Santaella mandou interromper o abastecimento. Ele me disse: se vira e vai arrumar dinheiro, reclamou Tolomeotti.
O funcionário público disse ainda que o gerente queria ficar com sua identidade ou seu cartão de crédito e depois trancou o carro no pátio do posto. Tolomeotti ligou para a promotor de Defesa do Consumidor, Hélio Cardoso, que recomendou um acordo. O dono do posto chamou a Polícia Militar. Tolomeotti teria então estacionado o carro em outro local para que o combustível fosse retirado, mas após 15 minutos de espera, teria sido ofendido pelo gerente e decidiu ir embora. Ao tentar deixar o posto, segundo Tolomeotti, Santaella teria pulado no carro para pegar a chave e colocado dois veículos impedindo a saída do Chevette. O rapaz do posto falou que eu teria que pôr a boca na mangueira para tirar o combustível. Só depois tiraram o combustível do meu carro ,alegou.
O gerente do posto confirmou que o estabelecimento não aceita cartão de crédito, mas alegou que o desentendimento ocorreu porque o cliente não quis deixar um documento como garantia para o pagamento. O frentista disse que iria tirar o combustível. Aí ele fi cou bravo e falou que não iria pagar. Depois ele não queria tirar o veículo do posto, rebateu Santaella.
Santaella disse ainda que possui vários documentos e até extintores de pessoas que abastecem sem dinheiro e depois não voltam para pagar o combustível. É comum as pessoas esquecerem a carteira e até tentarem pagar com cartão, comentou. Ele entende que não é necessário colocar um aviso informando que o posto não abastece pelo cartão de crédito.
Dois policiais militares acompanharam a confusão mas não precisaram intervir no desentendimento. Os PMs não sabiam como iriam qualificar a ocorrência.





