Os recursos para a reforma da Escola Estadual Sabáudia, em Sabáudia (65 km a oeste de Londrina), podem ser liberados no máximo em duas semanas. A afirmação foi dada anteontem pelo secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis a um grupo de pais de alunos, políticos e professores que, liderados pelo prefeito Ilson Mendes (PFL), foi a Curitiba cobrar uma posição sobre as obras.
Em dezembro a Folha esteve na escola, verificando as condições em que os quase 500 alunos estudavam. Naquela época aguardavam a liberação de recursos para que o ano letivo iniciasse sem maiores problemas. Só que as infiltrações, rachaduras de paredes e goteiras continuam.
O primeiro pedido de reforma foi protocolado pela prefeitura na Fundepar ainda em 97, mas até o momento nada foi reformado. Com problemas de infiltração, o prédio - que tem 32 anos - teve que interditar uma ala construída há 10 anos, onde funciona os banheiros dos alunos, a cantina e uma sala de aula, por questões de segurança. Esta parte está cedendo lentamente e comprometendo toda a estrutura do prédio, que passou a ter infiltrações no telhado.
A dona de casa Maria do Socorro Almeida, mãe de uma aluna da 6ª série integrou a comissão que foi a Curitiba. Ela está preocupada com o futuro dos alunos que, ao brincar no recreio, passam próximo da área interditada. ‘‘A gente tem a posição de que até a próxima semana os recursos serão liberados. Não podemos aguentar por mais tempo’’, comentou.
O diretor da escola, professor Márcio Valério, disse que o projeto de reforma foi aprovado pela Fundepar, mas que aguardava uma posição do Conselho de Regulamentação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe) sobre a liberação dos recursos. ‘‘O secretário nos disse que serão liberados R$ 136.770,00. Foi preciso que fôssemos em comissão até Curitiba para ter uma resposta sobre este problema, que é vergonhoso’’, desabafou. A escola é a única do município que oferece ensino fundamental de 5ª a 8ª séries, com aulas nos três turnos.Josoé de Carvalho/Arquivo FolhaAlunos convivem com rachaduras, infiltrações e áreas interditadasAlexandre Sanches

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