Kraw PenasAnne Powell, ontem, em Curitiba: modelo europeu não deu certoOs modelos europeus de manejo dos recursos naturais usados há décadas acabaram por criar problemas que resultaram numa necessidade de pesquisas e investimentos em grande escala para garantir o suprimento de água potável às populações.
Para mostrar o que não deve ser feito e como a Inglaterra e o País de Gales estão tentando reverter o processo desenfreado do manejo dos recursos naturais, a bióloga inglesa Anne Powell apresentou ontem no Parque Barigui, durante a Ecotecnológica, como os ingleses estão investindo na recuperação dos recursos hídricos.
‘‘Para garantir um trabalho completo existe uma agência responsável pelo gerenciamento de recursos da ordem de R$ 323 milhões, parte do tesouro nacional e parte arrecadada com impostos. Cerca de 9 mil pessoas trabalham nessa agência, 3% na administração e 97% das pessoas trabalham diretamente com as comunidades em todas as áreas’’, contou.
Segundo ela, há um trabalho exaustivo de fazer as pessoas reconhecerem a água como um recurso precioso e não como um bem disponível para a eternidade. ‘‘Para os países que ainda não chegaram à quase saturação dos recursos hídricos temos a experiência do que não deve ser feito. Há uma necessidade urgente de gerenciar melhor o uso da água, mas nem todas as experiências inglesas se aplicam ao Brasil. A realidade é bem diferente’’, argumenta Powell.
A experiência inglesa no gerenciamento dos recursos hídricos poderá ser compartilhada com um convênio que está em estudo entre o governo britânico e a Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). O trabalho seria concentrado nas comunidades que vivem nas bacias fluviais.

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