Campo Mourão - Um recurso apresentado pelo advogado Luiz Alfredo da Cunha Bernardo e pelo procurador geral da Prefeitura de Campo Mourão, Robervani Pierin do Prado, está pedindo à Justiça Federal que suspenda os prazos para as demolições das obras às margens do reservatório da Usina Mourão 1, o Lago Azul. O recurso alega que a Justiça foi induzida ao erro.
Com base em um laudo técnico feito pelo agrônomo Fernando Antônio de Lima Reis, os advogados alegam que, diferente do que afirma a ação civil do Ministério Público Federal, não existem edificações entre as cotas proibidas, de 609 a 612.
‘‘Há o que chamamos de um erro material’’, disse o advogado Luiz Alfredo da Cunha Bernardo. Além do laudo técnico de Lima Reis, o mesmo que fez o trabalho de topografia para a nova hidrelétrica de Salto Natal, os advogados citam que uma Carta Topográfica do Exército também revela marcos diferentes.
Outro erro apontado pelos advogados está na chamada faixa de segurança. Segundo eles, levantamento em cartório mostra que a faixa é de um metro de altitude e não três como determina a ação. A Folha tentou falar ontem com o escritório do IAP de Campo Mourão, que acompanha o caso, mas o órgão está em férias coletivas e só reabre na segunda-feira. A Justiça Federal intimou 71 donos de lotes às margens do lago para que desmanchem todas as edificações existentes. A única exceção são residências.

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