Recurso tenta derrubar suspensão
Albari RosaEm silêncioUniversidade Tuiuti não revela argumentos utilizados no recurso contra decisão de juiz federalO procurador geral da Universidade Tuiuti do Paraná, Antônio Jesus Marçal Romeiro Bchara, entrou ontem com um recurso no 4º região do Tribunal Regional Federal (TRF) contra a suspensão do vestibular da instituição. O procurador não quis divulgar o teor da ação, informando que uma posição da universidade só será oficializada quando sair a resposta do recurso. Além do procurador, os 300 calouros aprovados nas duas turmas decidiram contratar o advogado Luiz Alberto Machado para também derrubar a liminar do juiz José Sabino da Silveira, da 11º Vara de Curitiba.
De acordo com o Naim Akel Neto, um dos alunos prejudicados com a decisão do juiz, a decisão do magistrado José Silveira foi arbitrária e autoritária. Não existem provas que apontem fraude no concurso vestibular, diz. Akel, que é formado em administração, considera que por causa desse fato é possível que a medida seja derrubada com facilidade.
O administrador diz que existem interesses políticos na medida tomada pelo Ministério Público. Todos sabem que a Tuiuti sempre foi um forte centro político na cidade, alega. Para ele, no fim do processo a imagem da universidade não sairá arranhada. Ontem, ele informou que os alunos estavam preparando uma manifestação na cidade contra a medida do ministério, mas até o fim da edição não havia sido tomada a decisão.
MEC - Ontem, o juiz José Sabino da Silveira despachou uma determinação de que as provas e os gabaritos do novo vestibular da Tuiuti deverão ser feitas por técnicos do Ministério da Educação. Além disso, a Procuradoria da República criou um núcleo com cinco procuradores, que vão tratar de temas ligados ao ensino superior.





