Recuperados objetos roubados na zona oeste
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quarta-feira, 16 de julho de 2003
Luciano Augustoe Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Os policiais da Força-tarefa que investiga homicídios em Londrina recuperaram, ontem, móveis roubados de uma jovem cujo marido Lucimar da Silva, 26 anos, foi assassinado no dia 6 deste mês. Além de ver o marido morrer, a viúva que pediu para não ser identificada teve que sair da cidade, com seus quatro filhos, por medo dos assassinos.
Segundo a viúva, sua casa foi invadida no mesmo dia em que a família velava Lucimar. Os invasores levaram apenas aparelhos eletroeletrônicos. Alguns dias depois, a polícia teve que acompanhá-la na retirada de parte da mudança. No dia 14, os ladrões voltaram à residência e furtaram cama, mesa, cadeiras e até um kart, carro usado em corridas. Esses objetos foram recuperados ontem pelo delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Pedro Maomé Machado, um dos responsáveis pela Força-Tarefa de Homicídios.
Parte dos pertences estava na casa de um dos suspeitos de matar Silva. ''Encontramos os móveis em uma residência do Jardim Santiago (zona oeste) e o restante em um terreno baldio do Jardim Santo André, bairro próximo ao primeiro'', afirmou Machado. ''A quadrilha matou o marido, ameaçou a esposa e ainda invadiu o local. Suspeitamos que o grupo esteja ligado ao 'Godinho' (Diógenes de Oliveira), que já está preso'', explicou o delegado. Segundo ele, a onda de crimes envolvendo Silva teria começado com o assassinato de Ricardo Gonçalves Varjão, 26 anos, o ''Spin'', no dia 4 de julho.
Varjão foi morto com dez tiros, quando conversava em frente à casa de Silva, no Jardim Santiago II. Segundo a polícia, a quadrilha pensou que Silva teria participado do crime. O caso está sendo chamado por investigadores como ''efeito bola de neve'', já que Ricardo era irmão do torneiro mecânico Adilson Gonçalves Varjão, também morto a tiros no dia 11 de janeiro deste ano.
A viúva garantiu que Silva não teve nenhum envolvimento com a morte de Ricardo. ''Ele não tinha nada a ver com o crime. Ele se criou no Santiago e conhecia todo mundo e eles (os assassinos de Ricardo) chegaram até a atirar contra meu marido e meus filhos. Minha casa está toda baleada'', lamentou.


