O governo do Estado vai elaborar um novo projeto para conter o processo de assoreamento e poluição do Rio Piava, o manancial que abastece Umuarama. A informação foi dada por técnicos da Sanepar e da Secretaria do Meio Ambiente ao prefeito Fernando Scanavacca (PPB) e ambientalistas do município durante reunião anteontem em Curitiba.
Segundo diretores da Sanepar e da Superintendência do Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), o projeto atual não é suficiente para resolver o problema.
O projeto, desenvolvido pela própria Suderhsa, prevê a construção de 7 mil metros de galerias pluviais no loteamento Parque das Jabuticabeiras, três lagoas de retenção de água e um canal para escoar a água da chuva abaixo da estação de captação da Sanepar. A própria Sanepar já havia alertado que canalizar a água do bairro e continuar lançando no rio não resolveria o problema, poderia inclusive agravar o assoreamento.
A construção do sistema de escoamento de água no Parque das Jabuticabeiras está paralisada por falta de verbas. Até agora foram implantadas pouco mais de 1.300 metros de galerias no bairro e seriam necessários mais R$ 360 mil para concluir a obra. Um das propostas de mudança é construir um canal para lançar a água da chuva fora da bacia do Piava. Loteado numa área imprópria, o Parque das Jabuticabeiras cresceu muito e sem obras de infra-estrutura, passando a poluir e assorear o manancial. O problema é discutido há mais de 10 anos, mas até agora pouco se fez para resolvê-lo.
Ontem, membros do Conselho dos Direitos Humanos (CDH) e do Conselho Municipal do Meio Ambiente visitaram a nascente do Piava (onde existe uma grande erosão) para tomar conhecimento do problema. As duas entidades decidiram sair em defesa da preservação do manancial e pretendem cobrar soluções. O promotor de Justiça Pedro Valter Torrezan, que ameaça mover uma ação civil pública contra o município e o governo do Estado, disse ontem que vai esperar a elaboração do novo projeto e o reinício das obras.

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