O velho coração não é mais o mesmo. Muitas doenças cardíacas que antigamente exigiam cirurgias de grande porte, como a aneurisma de aorta, hoje se resolvem com pequenas incisões. Menos cirurgias ou cirurgias menos invasivas significam também menos riscos ao paciente e uma recuperação bem mais rápida.
Essa é uma das boas notícias do II Simpósio de Cardiologia e Radiologia Intervencionista, que reúne até hoje, no hotel Blue Tree Premium, em Londrina, cerca de 300 cardiologistas e neurologistas de todo o Paraná para discutir as últimas novidades e as técnicas mais modernas de tratamento de doenças cardíacas.
''Encontros como este são importantes porque é através deles que nós trocamos experiências. E, assim, conseguimos proporcionar avanços no tratamento dos pacientes de doenças cardiovasculares'', explica o médico Osney Marques Moure, especialista em cardiologia intervencionista. ''Cada vez mais a tendência é tratar as doenças sem cirurgia, e com toda segurança'', comenta Moure.
Moure compara que, se antes o tempo médio de internação após uma cirurgia era de sete dias, sendo dois ou três em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hoje um procedimento de angioplastia (desobstrução de artérias coronárias ou periféricas) requer cerca de três dias de internação, e raramente em UTI.
Porém, se a tecnologia contribui no tratamento, o médico lembra que ela não é suficiente. ''Ao lado da tecnologia, é fundamental que se faça um acompanhamento multidisciplinar, controlando fatores que predispõem à doença'', ressalta, lembrando que, caso contrário, podem aparecer outros problemas, às vezes até mais graves, e assim os riscos de qualquer tratamento vão aumentando. Por isso, é preciso controlar os fatores que fazem com que a doença evolua, como hipertensão, tabagismo, diabetes, alterações no nível de gorduras (principalmente o colesterol), hereditariedade, obesidade e vida sedentária, entre outros. ''Os tratamentos e avanços tecnológicos de maneira alguma substituem o controle da doença em si. Isso é algo que tem que partir do próprio paciente, em conjunto com a equipe médica'', assevera.

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