A retirada dos 200 mil metros cúbicos de lama do Lago Igapó 2, área central de Londrina, esvaziado no final de maio para consertar a estrutura da ponte sobre a Avenida Higienópolis, o projeto de recuperação do local e o plano arquitetônico e paisagístico devem custar aos cofres públicos cerca de R$ 1,5 milhão. A prefeitura ainda não dispõe dos recursos, que pretende levantar na medida em que as obras estiverem sendo realizadas. O secretário municipal de Obras, Luis Carlos Bracarense acredita que as obras estarão concluídas até dezembro.
Parte do dinheiro que vai viabilizar o plano de trabalho, explica Bracarense, será conseguido junto ao Fundo Nacional de Meio Ambiente. A Sanepar, uma das responsáveis pelo assoreamento do lago, diz o secretário, será acionada no sentido de ajudar a pagar a conta do projeto. As máquinas e equipamentos da prefeitura serão utilizadas no trabalho de recuperação do Lago Igapó 2. ‘‘Se as obras fossem totalmente terceirizadas, custariam mais’’, avalia o secretário.
Segundo Bracarense, arquitetos participaram da elaboração do projeto, composto por várias etapas. A primeira delas será a drenagem da lama, que será utilizada, em grande parte, na construção de uma pista de caminhada nas margens. Cerca de 10% da lama servirá para cobrir o aterro sanitário, informa o secretário. Ele explica também que um dique será construído para dar maior sustentação à estrutura da ponte, que ocupará um espaço maior sobre o lago. Haverá no local uma área onde as pessoas que estiverem caminhando poderão observar a paisagem.
Consta ainda do projeto uma escada em caracol e uma rampa que deve ser usada pelos peixes do lago 1 para realizar a piracema no lago 2. O projeto também previne assoreamentos, principalmente de águas oriundas da impermeabilização da Gleba Palhano, região de muitas construções. O dique, garante, deve impedir enchentes porque terá uma margem de segurança.

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