Recuperação de vias interditadas pode demorar mais do que o esperado
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quinta-feira, 02 de novembro de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
Apesar dos três dias de estiagem, Londrina segue com dois pontos interditados em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade na sexta (27) e segunda-feira (30). Estão sem poder receber trânsito de veículos a rua Almeida Garret, no trecho em frente à barragem do Lago Igapó, na zona sul, e a ponte da rua Charles Lindemberg, na zona leste.
Por conta dos estragos, estas vias não têm previsão de que sejam liberadas e o período para reparos pode demorar mais tempo que o esperado. Segundo o secretário municipal de Obras, João Verçosa, na Almeida Garret, a tubulação que passa por de baixo da rua foi danificada e a prefeitura pode ter de contratar uma empresa terceirizada, dependendo de uma aviação que será feita na próxima semana.
"Temos expectativa de mais chuva nos próximos dias e somente depois disto é que poderemos fazer uma análise melhor. Pelo que já conseguimos ver, talvez seja uma obra cara e o município não tenha condição de fazer com a equipe que possui, tendo então que buscar uma empresa. O serviço seria para a substituição da tubulação. Pode ser que depois de avaliarmos, consigamos liberar parcialmente, porém desde que tenha segurança", explicou. Neste trecho, os motoristas estão sendo orientados a seguir o desvio pelo novo contorno do Arco Leste, que se interliga com a rua Bélgica.

Na ponte da rua Charles Lindemberg, houve assoreamento do talude da ponte, o que acabou afetando a execução do muro que vinha sendo construído. O local, que estava aberto de forma parcial desde as chuvas de janeiro de 2016, também necessita de uma melhor avaliação, que será realizada pela empresa responsável pela obra. "A terceirizada vai ter que refazer o reforço da ponte e dar sequência no muro para termos uma situação pelo menos parecida de como estava. Foi a própria empresa que pediu para interditar e enquanto não tivermos o aval dela, o trânsito vai continuar impedido", afirmou.
De acordo com Verçosa, não está descartada a possibilidade da prefeitura fazer um aditivo para que seja reposto o trabalho levado para enxurrada. "O que aconteceu é algo que foge do nosso controle pois não é nem nossa culpa, nem deles. Teremos que fazer um estudo posteriormente e ver a necessidade de mais recursos para esta obra", projeta. Se o cronograma não for alterado, a conserto geral da ponte deverá ser finalizado na primeira quinzena de janeiro de 2018.
RUAS
As fortes chuvas também fizeram com que a situação das ruas de Londrina piorassem, com o surgimento de novos buracos ou a expansão daqueles já existentes. O secretário de Obras informou que equipes da pasta estão se dividindo para realizar os reparos nos locais mais críticos e no serviço de desentupimento de bueiros, que registrou aumento na demanda nos últimos dias.
Nesta sexta-feira (3), ponto facultativo do serviço público segundo decreto do prefeito, alguns grupos de trabalhadores continuarão a fazer estes restauros. "Isto é para poder dar conta de amenizar o estrago. Enquanto tivermos esta situação crítica, teremos as equipes trabalhando ao máximo para colocar tudo dentro da normalidade", garantiu.


