''Um animal solto agressivo pode sim atacar uma criança e até mesmo uma pessoa adulta. É um problema muito sério.'' A afirmação é do presidente da Ong SOS Vida Animal, Milton Pavan. A instituição recolhe cães e gatos de rua e, segundo ele, não é comum os voluntários se depararem com animais agressivos nas ruas.
Quando a equipe de voluntários e colaboradores da ONG se depara com um animal agressivo que precisa ser recolhido, um adestrador voluntário auxilia o grupo. ''Acionamos o adestrador em casos extremos; ele tem habilidade para se aproximar desse tipo de animal e nos ajuda a contê-lo'', afirmou. De acordo com ele, a grande maioria dos animais que estão agressivos nas ruas se torna dócil depois de adotado. ''A possibilidade de recuperação é de quase 100%. Quando você trata com amor um bicho, uma pessoa e até uma planta é possível ver o resultado. É uma questão de energia e não há nada melhor que a energia do amor'', destacou.
Pavan pediu ajuda da população. ''Muita gente não se identifica com a nossa causa, mas se um dia uma pessoa próxima for atacada por um animal de rua elas vão entender que esta questão deve ser de interesse público'', alertou. ''Precisamos que a comunidade entenda a nossa preocupação e procure participar de alguma forma ajudando efetivamente a ONG. Nós não temos estrutura e nem apoio para atender todos os casos de abandono, maus tratos e agressividade, mas fazemos o possível''. (M.A.)
Serviço - Mais informações sobre ao ONG no www.sosvidaanimal.org.br

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