Uma alternativa para aumentar o número de vagas no Centro, que está em fase de estudos no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), é usar a área de recuo de estabelecimentos comerciais para criar vagas em 45 graus. A medida, porém, é de longo prazo e depende da colaboração dos proprietários para que possa ser colocada em prática.
A implantação teria um projeto-piloto na Avenida Maringá, na Zona Oeste. A modificação, segundo o presidente do Ippul, João Baptista Bortolotti, não prejudicaria os pedestres e ainda facilitaria a vida dos motoristas. Mas a política da administração municipal é deixar a responsabilidade pelo aumento das vagas para a iniciativa privada. Por outro lado, as políticas de redução de vagas são necessárias para melhorar o fluxo de tráfego.
''Se a prefeitura criar mais vagas, o tráfego no Centro aumenta. A política de reduzir o número de vagas força as pessoas a tomar outras iniciativas para ter acesso ao Centro'', justifica Bortolotti.
Portanto, sobra para os cidadãos tomarem iniciativas para diminuir a quantidade de veículos no Centro. Algumas sugestões de Bortolotti são a ''carona solidária'', com vizinhos compartilhando o veículo para chegar na Área Central, e o uso mais frequente do transporte coletivo.
Ações mais drásticas, como o rodízio ou pedágio urbano, implantados em metrópoles como São Paulo e Londres, estão descartadas, a longo prazo, na opinião do presidente do Ippul. (F.R.F.)

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