O recuo nos investimentos em empreendimentos para a população de baixa renda atinge em cheio a esperança das famílias que moram em uma invasão na Rua Prefeito Milton Ribeiro Menezes, no Conjunto Novo Amparo (zona leste de Londrina). Elas ocuparam o local em janeiro deste ano.
A desempregada Cassiana Martins dos Santos, de 26 anos, que está cadastrada na Cohab há seis anos, espera ser sorteada para receber um dos 1.218 imóveis do Jardim das Flores. Em 2014, chegou a participar de um processo de seleção. "Eram poucas casas e não fui sorteada."
Cassiana mudou para a invasão depois de ficar desempregada. Com dois filhos, uma menina de sete anos e um menino de 1 ano e seis meses, ela não teve mais condições de pagar a aluguel. Com as parcelas do seguro desemprego comprou madeiras para construção do pequeno barraco em que mora com as crianças. "Ver a obra lá (flores do Campo) parada dá até um desanimo", comentou.
Também desempregada, Mônica Aparecida de Souza, de 30 anos, divide com a vizinha a expectativa de conseguir a tão sonhada casa própria. Morava de aluguel na cada de uma tia, mas ela pediu a casa e Mônica precisou desocupar o imóvel e foi para a invasão.
Está é a segunda vez que ela invade uma área. Ela morou quase um ano em um terreno invadido, próximo ao Novo Amparo. Chegou a construir uma casa de alvenaria, mas quando o filho ficou doente vendeu o imóvel por R$ 10 mil. "A gente vai na Cohab, atualiza o cadastro e não acontece nada."
A história de Kelly Caroline de Oliveira Modesto, de 20 anos, é parecida com a das vizinhas de invasão. Ela fez o cadastro na Cohab há um ano, quando nasceu o primeiro filho. Segundo ela, a previsão era que até o fim do ano passado passaria por uma entrevista com a assistente social da Cohab para participar do processo de seleção para algum empreendimento. Seis meses depois ainda não foi agendada a entrevista. (A.M.P.)

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