Reconstituição confirma autoria de crime
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quarta-feira, 06 de maio de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
O grupo de neonazistas preso na semana passada sob a suspeita de matar um casal também envolvido com o movimento, participou, na manhã de ontem, da reconstituição do crime, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O crime ocorreu na madrugada do dia 21 e vitimou Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e sua namorada, Renata Waeschter Ferreira, 21, ambos assassinados em uma suposta disputa pela liderança do movimento neonazista.
Segundo o delegado operacional do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Francisco Caricati, os detidos J.M.F., 21, R.M., 19, G.W., 21, e J.G.C., 18, estiveram presentes na reconstituição e confirmaram os detalhes da morte do casal. Caricatti disse que a autoria ficou evidente.
De acordo com os suspeitos, o responsável pelo tiro que matou Bernardo foi J.M.F.. Já quem atirou na moça foi J.G.C., conforme informação do delegado.
"Antes, ele (J.G.C.) tinha dito que deu dois tiros contra ela. Hoje (ontem), ele confirmou que foram três", contou
o delegado.
A jovem também detida R.O., 22, não participou da reconstituição, assim como o homem apontado como mandante do assassinato e considerado, pela polícia, líder do movimento neonazista nacional, R.B., 34. Segundo o delegado, não era necessária a presença deles já que os dois não estavam no local no momento do crime.
"A reconstituição é feita com base na versão dos suspeitos. Eles são levados até a cena do crime para que possam dizer tudo o que ocorreu", explicou Caricati.
A polícia deu o caso como encerrado e agora aguarda a conclusão da reconstituição, feita pelos peritos do Instituto de Criminalística, para anexar ao inquérito. Até ontem, não havia mais notícias de crimes envolvendo o mesmo grupo
no Paraná.
De acordo com Caricati, Bernardo era estudante de uma universidade mineira e residia em Minas Gerais, onde teria se autointitulado líder do movimento neonazista, sem o respaldo de R.B..
Rixa
Segundo informações da polícia, ao saber da desaprovação de R.B., Bernardo teria articulado, por meio da internet, mais de 300 simpatizantes neo-nazistas em todo Brasil. Com ajuda dessas pessoas, a vítima criticava R.B., o que teria sido a motivação da vingança.


