Albari RosaBEM RESOLVIDOÁlvaro se livrou do estereótipo, depois de quatro pontes de safena, e agora ensina o caminho aos filhosO administrador Alvaro Junqueira Nunes, 49 anos, cumpria com o papel do homem imposto pela sociedade. Era o provedor da casa, achava que não podia falhar, tinha que ser bem-sucedido e estar sempre disposto. ‘‘É muito pesado carregar esse estereótipo.’’
Nunes sofreu muito por seguir as exigências do papel masculino. ‘‘Acabei estourando em 1994 e ganhanho quatro pontes de safena.’’ A partir daí, procurou ajuda. ‘‘O ideal é equilibrar a força e a fraqueza, a razão e a emoção.’’
Nunes diz que acordou a tempo para não passar essa visão errada de masculinidade aos filhos. ‘‘Digo a eles que peçam ajuda se não derem conta de alguma coisa. Se ficarem emocionados, que chorem’’, afirma. ‘‘Fiquei os últimos 23 anos sem chorar. Quando chorei senti um dos maiores alívios da minha vida e nem por isso me senti menos homem.’’
Com os conceitos antigos deixados de lado, Nunes acredita que a família está mais unida e até os amigos dos filhos vêm conversar com ele e lhe pedir conselhos. ‘‘Se o homem deixar de carregar pesos desnecessários, haverá mais respeito e humanidade, e menos prepotência.’’ Nunes acredita que os dois filhos homens, Junior (23) e André (20), serão pessoas melhores. (AC)

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