Com a retomada do ano letivo, mães e pais voltam a se preocupar com o que colocar na lancheira das crianças. Para a Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, a seleção deve agradar as crianças, mas precisa ter valor nutritivo, e não trazer calorias em excesso. Na prática, a lancheira ideal deve conter água ou sucos naturais ao invés de refrigerantes e bebidas açucaradas, como sucos de caixinha. Além disso, o ideal é trocar os biscoitos e salgadinhos por frutas.
A coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição do MS, Patrícia Jaime, destaca quais alimentos devem conter nas lancheiras das crianças e ressalta a importância de ficar atento à quantidade. "Frutas são alimentos que precisam ser incentivados em relação ao consumo das crianças. E de preferência, para garantir um bom aporte energético que é fundamental para a concentração da criança, uma fonte de carboidrato: um cereal, pão, pedaço de bolo, pão de queijo para que a criança tenha uma diversidade de vitaminas, minerais e calorias no dia a dia", explica. "Lembrando que não é preciso alto volume. A criança precisa de uma pequena refeição que vai fazer o equilíbrio entre o café da manhã e o almoço, ou entre o almoço e o jantar", acrescentou.
O coordenador da área técnica de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, alerta para o uso exagerado de açúcar. "Quanto mais açúcar na alimentação, maior a chance de a criança ter cárie e outras doenças da boca", observa. Ele diz que os pais ou responsáveis devem ficar atentos não só a quantidade e a frequência de açúcar ingerido pela criança, mas também ao açúcar escondido nos alimentos. "É aquele açúcar que vem nos alimentos e que, às vezes, as pessoas esquecem. Por exemplo: os achocolatados, às vezes se coloca muito achocolatado no leite da criança. Então, é fundamental que após toda a alimentação ocorra à limpeza dos dentes", aconselha o coordenador.
Ele diz que os pais não devem acrescentar açúcar aos alimentos naturais como suco de frutas. "É importante saber que o açúcar não deve nem ser adicionado porque a quantidade do produto necessária para o organismo já está contido nos alimentos. Então, o açúcar branco invariavelmente acaba fazendo mal. Além de provocar cáries dentárias, ele vai ter uma repercussão sistêmica em outras doenças que a pessoa pode desenvolver na adolescência, na vida adulta, como, por exemplo, o diabetes." O ideal é reduzir aos poucos a quantidade de açúcar que se utiliza nos alimentos até o organismo se adaptar.

Hidratação
Os pais e os professores devem ficar atentos com o calor e as altas temperaturas, já que algumas atividades e brincadeiras podem deixar algumas crianças desidratadas. De acordo com a coordenadora substituta da área da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Tatiana Coimbra, os cuidados devem começar antes mesmo dos pequenos saírem de casa.
"No café da manhã, é importantíssimo que se coloque alimentos que tenham fibras, como frutas, que são ricas em água. E tanto no lanche da manhã como no lanche da tarde, as crianças devem receber lanches bem leves. E o principal: as crianças já devem levar de casa a sua garrafinha de água", reforça.
Tatiana também fala sobre a importância de hidratar a pele das crianças antes de levá-las à escola durante o período do verão. No entanto, ela alerta que o produto escolhido deve ter sido fabricado apenas para uso infantil. "Devem ser usados hidratantes exclusivos para o uso de crianças, porque os produtos usados pelos adultos têm uma grande quantidade de hormônio e pode levar até a uma maturação da criança se usar de maneira indiscriminada."
O MS recomenda também que, além de beber muita água e fazer refeições ricas em frutas e verduras, as crianças devem usar roupas leves e claras durante o verão. Assim, não há transpiração excessiva e o risco de desidratação diminui bastante.

Transporte
Com a volta às aulas, é normal que haja um aumento do congestionamento nas ruas. Por isso, os pais devem ficar atentos com a segurança dos filhos. Uma ação importante que tem salvo milhares de crianças no trânsito é o uso obrigatório da cadeirinha até sete anos e meio de idade. Dados do Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada (Ipea) mostram que as mortes de crianças de até 10 anos de idade reduziram 23% após um ano da entrada em vigor da lei que tornou obrigatório o uso da cadeirinha.
A coordenadora de Vigilância e Prevenção de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva, explica que os tipos variam para cada idade. "Sendo até um ano, se recomenda o uso do bebê conforto; de um a quatro anos, a cadeirinha; de quatro a sete anos, o assento de elevação com o cinto de segurança de três pontos; e acima de oito anos, o cinto de segurança". Marta alerta ainda para o cuidado na hora de contratar o transporte escolar.

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