Um poste escrito ônibus. Essa é a única referência de que na Avenida Duque de Caxias esquina com a Rua Icós, na Vila Portuguesa (área central de Londrina), tem uma parada. "A gente tem que improvisar um banco", reclamou o desempregado Paulo Natiel, de 21 anos. Bem-humorado, ele brinca que em dia de chuva o jeito é se abrigar debaixo do orelhão. "Se tem muita gente fica apertado, né?", ironizou. "Aqui é uma rua movimentada deveria ter pelo menos um ponto com cobertura."
Na Rua Humberto Nóbile, no Jardim Califórnia (zona leste), os moradores improvisaram bancos de madeira para deixar mais confortável a espera pelo coletivo. "A cobertura é necessária, senão a gente tem que tomar chuva", reclamou o aposentado Noere Henrique de Oliveira, de 85.
De acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Londrina conta com 2,5 mil pontos de ônibus e 100 são do tipo palito. Alguns, de acordo com a assessoria da companhia, não podem ser substituídos. Como exemplo, os localizados em frente de garagem ou casas germinadas, locais com árvores e lixeiras, estabelecimentos comerciais, metragem da calçada ou outros impedimentos para a construção da estrutura coberta e que a mudança de local pode implicar em prejuízo ao usuário.
A CMTU informou que, no ano passado, foram instalados 300 pontos com cobertura e banco. Este ano, foram mais 65 em substituição aos pontos tipo palito. Também disse que a manutenção é diária e que somente este ano foram mais de cem. (A.M.P.)

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