Reclamações são encaminhadas para órgão em Curitiba
Nilse Tomas acha estranha e inaceitável a alegação do Município de que o Procon não é prioridade. Ela é considerada símbolo entre as donas-de-casa que reclamam seus direitos como consumidoras. Há cerca de dez anos, organizou e presidiu uma associação de mulheres que fazia marcação cerrada contra comerciantes com práticas inadequadas, quanto ao preço e qualidade dos produtos. Durante anos, Nilse telefonou para todos os programas de rádio com participação de ouvintes para dar broncas. Ficou tão conhecida quanto alguns apresentadores dos programas.
Hoje, Nilse se diz desanimada de lutar com sentido coletivo. A dona-de-casa conta que um filho seu teve problemas com assinatura de uma revista nacional, e como não tem Procon aqui, precisou recorrer para o Procon em Curitiba, escrevendo uma carta.
O caso foi então remetido para o Tribunal de Pequenas Causas, e ele acabou ganhando a questão. Nilse Tomas acrescenta que se houvesse o Procon Municipal, muitos problemas nem aconteceriam, porque o órgão tem poder de fiscalização.
O paisagista Gylson Fletcher, 43 anos, afirma que o Procon serve até para acautelar maus comerciantes ou fabricantes. Ele explica que pouco antes de entrar em vigor no País o Código de Defesa do Consumidor, havia comprado um aparelho de som que apresentou defeitos, por isso pediu à loja inúmeras vezes conserto ou substituição.
Liguei para a loja e passei um fax para a fábrica, no dia anterior à vigência do Código, avisando que queria ser o primeiro no País a recorrer a ele. No mesmo instante trocaram o aparelho, com pedido de desculpas, relata Gylson Fletcher. Paulo Pegoraro





