Reclamações marcam reabertura da UBS
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Fernanda Carreira <br> <br> Reportagem Local 
Muita movimentação, pacientes indignados com a demora para o atendimento, impossibilidade de agendamento de consultas e da aplicação de vacinas. Este foi o cenário caótico da manhã do primeiro dia de atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Doutor Rui Viana Júnior, do Jardim Bandeirantes (Zona Oeste de Londrina), após o período de 10 meses em que o prédio esteve fechado para reforma e ampliação.
Das 7 horas, período em que teve início o atendimento, até as 9 horas, pelo menos 100 pessoas já tinham passado pela unidade. grande parte delas saiu insatisfeita com o serviço prestado, como afirmou o porteiro José Pacheco, 63 anos, morador do Bandeirantes.
''Me disseram que não poderiam agendar a consulta hoje (ontem) e pediram para que eu voltasse na semana que vem, porque o sistema está fora do ar. Só que não é fácil pra gente ter que ficar vindo e voltando. Já faz meses que estou esperando por uma consulta com um cardiologista e não consigo'', reclamou Pacheco.
O aposentado Luiz Augusto Garcia, 74 anos, também morador do Bandeirantes, confirmou o transtorno: ''Terei que voltar na próxima terça-feira para tentar agendar a consulta com o clínico geral e com o dentista, ou seja, mais espera para conseguir atendimento. No mês passado, cheguei a ir até o Tókio (Zona Oeste de Londrina), para tentar marcar com o dentista e a coordenação pediu para que esperasse essa UBS do Bandeirantes reabrir. O jeito agora é esperar.''
Sem conseguir a aplicação da vacina de tríplice viral na filha Maria Clara, de 1 ano, a dona de casa Andreza Soares da Silva mostrou-se bastante irritada por ter que voltar pela terceira vez a uma UBS. ''Disseram que não poderiam aplicar a vacina, porque o freezer não está funcionando e pediram para voltar mais tarde. O pessoal do posto do Tókio já havia se recusado a vaciná-la na semana passada, porque disseram que a gente pertencia ao Bandeirantes'', contou. ''Só que, independente do bairro, todos nós somos moradores de Londrina, pagamos impostos e temos direito à saúde.''
Na média
Apesar das reclamações dos pacientes, a coordenadora da UBS, Eunice Hokama, afirmou que o movimento estava dentro da média. Também e assegurou que o número de profissionais trabalhando ontem, dois clínicos gerais, um pediatra e um ginecologista, seria suficiente para atender os cerca de 15,5 mil moradores dos 15 bairros atendidos pela UBS. ''É suficiente sim, porque todas as consultas são realizadas de acordo com uma escala de classificação de urgência e ninguém sai sem atendimento'', garantiu, complementando que até o final da tarde de ontem o freezer para o armazenamento de vacinas e o sistema de agendamento já estariam funcionando.
A reportagem da FOLHA entrou em contato com a UBS do Jardim Tókio para saber sobre a reclamação de que haviam negado vacina para uma criança. Segundo a coordenadora da UBS, Silvia Teixeira, a orientação para os funcionários é de que nenhuma tipo de atendimento, inclusive vacinação, seja negado a moradores de outros bairros.
''Acredito que tenha ocorrido algum mal entendido, porque nós jamais negaríamos atendimento a um paciente por ele residir em outro bairro. O que a gente faz é orientar a população para que, quando possível, procurem vacinar seus filhos onde moram, até para que consigamos ter o controle maior do trabalho realizado e garantir o número suficiente de vacinas para os moradores daquele bairro'', explicou Silvia.


