Reclamação é sobre a falta de transparência
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de janeiro de 2002
Katia Michelle 
Curitiba De um universo de 4,4 mil imóveis, administrados pela Rede Apolar, em Curitiba, apenas 8% tiveram redução do IPTU depois da mudança no critério de cobrança. Não é uma redução significativa, salienta a supervisora de taxas da Rede, Jane Antunes. Ela comenta que, em alguns casos, o aumento foi de até R$ 500,00 e que os proprietários estão revoltados.
Para ela, a mudança na cobrança do imposto vai favorecer poucas pessoas. Além disso, cita, o fato das parcelas do IPTU não poderem ser inferior a R$ 10,00 também está prejudicando alguns moradores. É o caso do aposentado Paulo Fernando da Silva, de 57 anos. Até o ano passado, ele pagava dez parcelas de R$ 8,00 do imposto do apartamento de 69 m2, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. Este ano, terá que pagar R$ 10,17 durante dez meses.
O aumento não representa muito no orçamento doméstico, mas o que revolta Silva é o fato do apartamento ao lado do seu ser isento do imposto. Não há transparência na cobrança, ressalta. Segundo a prefeitura, estão isentos do pagamento do IPTU, os imóveis de padrão simples, de até 70m2 de área construída e com valor venal de até R$ 20,00. Essas são as características do imóvel de Silva. No entanto, ele não foi isento do pagamento e o imposto ainda sofreu reajuste.
A contestação do valor do IPTU já pode ser feita na sede da prefeitura ou nas Ruas da Cidadania, das 8 às 18 horas.


