Reclamação é de queda na receita
Reclamação é de queda na receita
As seis concessionárias de rodovias do Paraná estão sem crédito com os organismos financiadores nacionais e internacionais. Estas instituições emprestaram dinheiro para o pagamento dos serviços emergenciais nas rodovias, entre dezembro de 1997 e maio de 1998, antes do início da cobrança do pedágio. Com a redução das tarifas, as empresas não conseguiram saldar os débitos e tiveram que renegociar as linhas de crédito.
A demora na solução do impasse entre governo e concessionárias no Paraná é agravada pela principal fonte de recursos dessas empresas. Ao contrário de outros estados, as concessionárias paranaenses contam principalmente com financiamentos para compor seus caixas.
Segundo o boletim anual da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), as empresas paranaenses receberam, até julho de 1999, apenas R$ 2,8 milhões em aporte de acionistas e R$ 100 milhões de financiamentos. No Rio Grande do Sul as empresas tiveram R$ 21,5 milhões de aporte e apenas R$ 7,1 milhões de empréstimos. Em São Paulo, no mesmo período, foram R$ 18,5 milhões de aporte e R$ 226,9 milhões em financiamentos. O maior problema dos financiamentos é os juros. E quando eles são emprestados no exterior, a desvalorização do real aumenta as dívidas.
No Paraná, o caso mais grave é o da concessionária Rodonorte, responsável pelo lote 5. Ela fez o maior volume de empréstimos entre os seis consórcios. Em 1998 eram R$ 90 milhões. A maior parte indexada em dólar. Já foram pagos R$ 30 milhões da dívida e R$ 30 milhões de juros. Hoje, de acordo com a ata da última reunião de acionistas da empresa, os débitos chegam a R$ 135 milhões. A Rodonorte paga R$ 2,4 milhões por mês de juros. Isso representa metade da atual receita da empresa, que é de R$ 4,4 milhões.





