Recipiente facilita coleta seletiva de lixo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de novembro de 1998
Célia Baroni 
A coleta seletiva de lixo ganhou um novo aliado: o Posto de Entrega Voluntária (PEV) - contêiner construído com divisórias especiais para receber lixo reciclável (papel, vidro, metal e plástico). A Autarquia do Meio Ambiente (AMA) começou, ontem de manhã, a colocar os 35 PEVs em vários locais da cidade - região central, centro-sul e zona oeste. Todas as áreas onde já funciona o sistema de coleta seletiva de lixo receberão o PEVs. Os primeiros três foram colocados no Calçadão.
Os PEVs vêm para ajudar a conscientizar a comunidade, criar o hábito de separar o lixo que não é lixo e facilitar a coleta seletiva, resumiu o presidente da AMA, Mauro Maggi. Colocados em locais estratégicos de grande fluxo de pedestres, de lazer e escolas, eles deverão ser responsáveis pelo aumento de até 50% da coleta seletiva de lixo. Maggi explica que atualmente o caminhão da AMA passa em horários e dias pré-determinados nos locais cadastrados. Com os PEVs, as pessoas não vão precisar ficar com o lixo reciclado em casa até o caminhão passar, disse.
Implantada em julho, a coleta seletiva de lixo atende hoje 110 mil pessoas e deve resultar no recolhimento de 100 toneladas de lixo reciclado por ano (computadas as zonas centro e centro-sul da cidade). Ainda é uma gota no oceano. Mas a proposta é ampliar esta coleta para, a longo prazo, chegar a reaproveitar 30% do lixo produzido na cidade, afirma Maggi. Londrina produz 330 toneladas de lixo domiciliar por dia, 400 toneladas de entulho e 1,5 toneladas de lixo hospitalar.
Além do ganho ambiental, vamos estar contribuindo para aumentar a vida útil do futuro aterro sanitário e ajudar a diminuir o impacto ambiental do lixo, frisou Maggi, lembrando que produtos como plástico demoram centenas de anos para se decompor e outros permanecem poluindo a natureza indefinidamente.
Hoje todo lixo recolhido através do sistema de coleta seletiva é encaminhado para a Central de Moagem de Entulho (zona sul) onde a AMA construiu uma central de triagem que beneficia (compacta e prepara os fardos) o material para venda. Temos vários pedidos para ampliar a coleta seletiva a outras localidades, mas ainda não dispomos de estrutura suficiente para atender a todo mundo, disse.
Segundo Maggi para aumentar a coleta seletiva, a AMA precisa de equipamentos novos (prensa e triturador de vidro) e demanda pelo material. Sem ter para quem vender, só estaríamos criando mais um depósito de lixo, afirmou. A construção da central de triagem e instalação dos PEVs, disse, são resultado do investimento de R$ 110 mil - R$ 75 mil de recursos da União a fundo perdido e R$ 35 mil da prefeitura. Os recursos foram repassados pela Caixa Econômica Federal (CEF), responsável por fiscalizar a implantação da estrutura prevista no projeto aprovado.
Maggi informou ainda que a AMA já está elaborando novos projetos para buscar mais recursos visando ampliar a coleta seletiva na cidade. Nossa meta é ter uma parte significativa da cidade conscientizada da importância da coleta seletiva até o final de 99. O novo aterro vai oferecer estrutura física para ampliar o serviço, afirmou.
Atualmente todo o material coletado é vendido, rendendo cerca de R$ 10 mil por mês. Através de um convênio firmado entre AMA e Provopar, os recursos são repassados ao programa para serem investidos nos trabalhos de assistência às famílias carentes. A utilização dos recursos é fiscalizada por uma comissão que trata somente das questões relativas à coleta seletiva, complementou Maggi.


