Empolgados com os resultados colhidos no primeiro recife artificial do Paraná, pesquisadores do Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), já planejam ampliar a experiência. Dentro de dois meses, novos blocos de concretos devem ser colocados no mar, aumentando a área de formação do recife. As primeiras peças de concreto foram colocadas no mar em janeiro deste ano.
De acordo com o oceanógrafo Eduardo Teixeira da Silva, um dos coordenadores da pesquisa, os primeiros blocos já estão cobertos de ‘‘cracas’’ marítimas e cercados de nova vida marítima. ‘‘Por enquanto, não foi concluído o levantamento da espécies que migraram para o local’’, informa o pesquisador. Por isso, uma das próximas etapas é catalogar os peixes e verificar se o local está sendo usado para abrigo ou ponto de alimento.
Silva explica que antes da temporada a intenção é colocar três plataformas aquáticas, que vão servir de base para o trabalho junto aos recifes. Por enquanto, apenas uma está sendo montada. Os pesquisadores vão colocar novas medidas de blocos de concreto, para checar qual é o tamanho ideal para formação do coral. ‘‘Outro objetivo é verificar qual é o melhor ponto da costa paranaense em que devem ficar os recifes’’, diz. Quando foram lançados ao mar, foram escolhidos três pontos diferentes.
O oceanógrafo afirma que o resultado final do estudo deve sair no ano 2000. Ele explica que primeiro deverão ser avaliados as atuais, para depois apontar quais são as melhores condições de implantação de corais na costa paranaense. O projeto tem apoio da Capitania dos Portos, Companhia de Cimento Portland Rio Branco, Associação Paranaense de Atividades Sub-aquáticas, Prefeitura de Pontal do Paraná e os laboratórios de material e estrutura e a Central de Pesquisa da UFPR.

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