Kraw PenasReciclaMarcelo Ferreira Gomes Ferreira, gerente-geral da Usina de Valorização de Rejeitos da Prefeitura de Curitiba: ‘‘Temos sete tipos diferentes de plástico que, vendidos em conjunto, têm o preço de R$ 40,00 por tonelada e, separados, podem chegar a R$ 250,00 por tonelada’’Mais barato que armazenar o lixo em aterros sanitários, dentro de normas de segurança que evitem a contaminação da água do subsolo e a proliferação de doenças, é reduzir a produção de resíduos, reutilizar o que for possível e reciclar os materiais. Para diminuir o volume do lixo, os programas de reciclagem estão sendo ampliados no Paraná. Além da separação dos rejeitos domiciliares em orgânicos e não-orgânicos, através do programa Lixo que não é Lixo, investe-se também na compra de resíduos que podem ser reciclados (Câmbio Verde).
Esse carregamento acaba sendo enviado para a Usina de Valorização de Rejeitos da Prefeitura de Curitiba, que faz a separação de todo o material recolhido, vende e repassa o lucro para a Fundação de Assistência Social (FAS) utilizar em instituições de caridade. ‘‘Em 1997 reciclamos cerca de 4.000 toneladas de material que renderam R$ 230.000,00 para a FAS’’, diz Marcelo Ferreira Gomes Ferreira, gerente-geral da unidade. ‘‘O material encontrado aqui é tão variado que hoje utilizamos um computador 386 montado inteiramente com sucata do lixo’’, conta.
Ferreira diz que a usina de reciclagem procura aumentar o valor do material que vai ser comercializado. ‘‘Temos sete tipos diferentes de plástico que vendidos em conjunto têm o preço de R$ 40,00 por tonelada, e separados podem chegar a R$ 250,00 por tonelada’’, ensina.
A usina deve ter sua capacidade de operação duplicada nos próximos meses. Ferreira informou que está sendo realizado um trabalho educacional na unidade, onde 1,5 mil pessoas foram recebidas em 1997 para ouvir palestras e conhecer um museu formado por objetos achados no lixo. ‘‘As pessoas saem daqui com uma nova visão sobre o uso dos objetos, aprendendo na prática o que pode ser feito com os materiais recicláveis’’, diz. ‘‘Os visitantes aprendem que nem tudo pode ser jogado no lixo, e o que pode ser realizado com material jogado fora’’, completa. (G.V.)

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