Reciclagem de lixo mobiliza população de Ribeirão Claro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Benedito Teles<br>Equipe da Folha 
Ribeirão Claro -
O programa de coleta seletiva de lixo já consegue mobilizar 70% da população de Ribeirão Claro (24 quilômetros a leste de Jacarezinho). Para o ano que vem, a intenção é atingir a totalidade dos moradores. O município produz entre 3,5 a 5 toneladas por dia e todos os resíduos coletados são encaminhados para a usina de reciclagem. Mensalmente, a estimativa da prefeitura é de que são recolhidas 2 toneladas de vidro, 4,7 toneladas de metais, 5,2 toneladas de plástico e 6,5 toneladas de papel. O total de materiais reciclados é de 18,4 toneladas/mês. A usina fica na Vila Osvaldo Giacóia em uma área próxima a saída da cidade.
A coordenadora do programa de descarte do lixo, Geovana Cornélio, disse que o o material recolhido é utilizado para reciclagem e para produção de adubo orgânico. Ela informou que durante o processamento dos resíduos o lixo reciclável é retirado e vendido para empresas de reciclagem. O material orgânico, depois da compostagem, vira adubo orgânico. Segundo Geovana, o trabalho de conscientização teve início em abril de 2001, com o apoio das escolas e, e foi reforçado com os agentes ambientais. ''Hoje a grade curricular já prevê a educação ambiental,'' disse.
O encarregado de obras e serviços urbanos, Odair Zansavio, disse que 16 pessoas trabalham nos setores de esteira, prensa, secagem de sacolas e limpeza geral. Zansavio disse que a comercialização do material reciclagem gera cerca de R$ 1.2 mil reais, em média, por mês. Os recursos, segundo ele, são utilizados para custear a usina. Ele disse que o custo mensal da usina é de R$ 7,5 mil. O encarregado também antecipa que a área do antigo lixão foi arborizada e que a prefeitura desenvolve projetos para a recuperação da área.
O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSDB), disse que o projeto permitiu a melhora na qualidade de vida da comunidade e estimulou a preservação ambiental. Pereira também destacou que o volume de detritos no aterro sanitário diminuiu com o programa. Os resíduos encaminhados para o aterro, de acordo com a administração, correspondem a 10% do lixo produzido pela comunidade.


