Recicladores aprovam, mas com desconfiança
Representantes de cooperativas dos recicladores acompanharam a demonstração da usina na Central de Tratamento de Resíduos. Eles gostaram da ideia, mas esperam que a gerência dessa estrutura fique para as cooperativas. Eles temem que os recicladores se transformem em funcionários. "É uma máquina que a gente espera vir dos Estados Unidos ou da Europa, mas foi produzida aqui; além de solucionar o problema do lixo, vai gerar economia na construção de casas", elogiou a presidente da Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem (Coocepeve), Sandra Araújo Barroso. "Mas é preciso saber quem vai mexer com esse lixo."
A representante da Cooperativa de Catadores de Materias Reciclável e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região), Érica Sales, reforçou o discurso, afirmando que as cooperativas devem ficar à frente da administração das usinas. ""Não queremos ser empregados deles. Existem muitas dúvidas a serem sanadas antes disso ser implantado", afirmou.
Fantasmas
Sandra negou que a existência de funcionários fantasmas na cooperativa, conforme denúncia apresentada por um grupo de dissidentes da cooperativa. Segundo eles, são 10 pessoas registradas na Coocepeve que receberiam sem estar tratabalhando. "Esses denunciantes são pessoas que não se adaptaram à nossa maneira de trabalhar", rebateu Sandra. Sobre a falta de prestação de contas, ela insinuou que estaria acontecendo desvio de material justamente por parte do grupo dissidente. A CMTU está investigando o caso. (V.O.)





