A recepcionista Ana Maria Soma Vila acusou os policiais de serem os responsáveis pelo resultado da operação porque eles não teriam atendido as exigências do assaltante no prazo determinado. Enquanto era retirada do estabelecimento, ela disse, aos gritos, que os policiais ‘‘são uns idiotas’’ por não terem atendido as reivindicações até às 17 horas.
O delegado chefe da 6ª Sudivisão Policial (SDP), Luis Gilmar da Silva, negou a acusação de Ana Maria. ‘‘Esta pessoa (Luciano Santos Dutra) estava com propósito de resolver esse caso não da melhor maneira. Nós falamos para ele esperar, mas ele se antecipou’’, argumentou o delegado. Segundo Silva, o assaltante estava aparentemente drogado, mas ‘‘só o laudo do IML poderá confirmar a suspeita’’.
Conforme a Polícia Civil, Luciano Santos Dutra, 22 anos, residia em Ponta Grossa. Os funcionários do IML encontram uma chave do quarto de um hotel no bolso da assaltante, que teria viajado para Foz do Iguaçu num ônibus de sacoleiros (atravessadores de mercadorias compradas no Paraguai).
Além do delegado chefe da 6ª SDP, participaram da negociação o comandante do GOE, Márcio Skrovonski; do 14º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ivan Vidal Graczyzk; e o secretário municipal para Assuntos da Segurança Pública, coronel Honorário Olavo Bortoloni. Hoje os comandos das polícias concedem entrevista coletiva para explicar a ação. (A.P).

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