Londrina - O entomologista do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Lauro Morales, afirmou que a técnica de jogar óleo queimado para acabar com os cupins nem sempre é eficiente. "É preciso eliminar a colônia e utilizar receitas caseiras para isso não é eficiente; muitas vezes a rainha da colônia não é atingida e os cupins pode retornar rapidamente e, por vezes, com uma agressividade maior", destacou.
Ele recomendou às pessoas que procurem ajuda especializada e que a extinção dos cupins só é possível com inseticidas químicos específicos. "Mas é preciso tomar certos cuidados, em especial com crianças e animais domésticos, que devem ser afastados durante a aplicação do veneno, pois ele é muito tóxico", aconselhou. Morales destacou que os cupins possuem características muito semelhantes às das formigas, mas que eles não formam galerias subterrâneas muito profundas.
A bióloga Luiana Zahn trabalha em uma empresa especializada e relata que não existe uma receita única para o extermínio da praga. Segundo ele, cada caso deve ser estudado. "Mas é preciso diferenciar o cupim de outra praga, a broca, que tem atingido muitos condomínios horizontais novos. A broca é um besouro coleóptero parecido com a broca do feijão", comparou. Elas depositam seus ovos em frestas existentes na madeira e as larvas do inseto eclodirão dos ovos e poderão formar galerias por toda a madeira até se tornarem adultos, quando então sairão da madeira infestada para novamente depositar seus ovos em outros locais.
O agrônomo Gilson Varalta também trabalha em uma empresa especializada e afirma que geralmente quando o morador procura ajuda, a situação já está grave. "Quando chegamos ao local, os cupins já estão espalhados pelo forro do teto, nos armários e nos conduítes de cabos elétricos", exemplificou. (V.O.)

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