Receita vai incinerar isqueiros falsificados
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de setembro de 2002
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Começam a ser incinerados, a partir das 11 horas de hoje, os 14 milhões de isqueiros falsificados, que foram apreendidos pela Receita Federal nos postos de Paranaguá, no litoral do Estado, e de Santos, litoral de São Paulo, nos últimos dois anos. A queima dos produtos piratas será feita na Cimenteira Cia. Itambé, em Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba. Para destruir aproximadamente 30 toneladas do material serão necessários cerca de cinco meses de trabalho.
A operação envolve as marcas piratas BIG, BIK e BJC e vai custar aproximadamente R$ 300 mil. A empresa BIC principal interessada na destruição dos produtos falsificados decidiu arcar com os custos de armazenagem e incineração, que correspondem a venda de 1 milhão de isqueiros.
De acordo com a assessoria de imprensa da BIC, os isqueiros falsificados, apesar da semelhança no aspecto visual com os produtos originais, apresentam segurança duvidosa e consequentes riscos para o consumidor.
A BIC, informou a assessoria de imprensa, só importa os isqueiros eletrônicos, fabricados na Espanha. Todos os outros que chegam nos portos, imitando ou copiando o formato ou a marca, são falsos.
Por se tratar de um produto inflamável, a incineração requer cuidados especiais. Os isqueiros serão queimados em um forno de alta capacidade, que chega a temperatura de 1500 graus. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu a licença para a Receita Federal realizar a delicada operação.


