Receita médica evitaria uso indiscriminado
Eles estão na puberdade. Descobertas, mudanças, namoro, sexo... O número de adolescentes que busca a pílula do dia seguinte surpreende alguns farmacêuticos. O contraceptivo é uma forma de evitar a gravidez depois de uma relação sexual ''não prevista''. O problema é quando a moçada passa a utilizar o medicamento de forma repetitiva e, pior, abandona o uso de preservativos. A gravidez pode não acontecer, mas as doenças sexualmente transmissíveis continuam por aí.
Por isso, alguns médicos defendem que a pílula seja vendida somente com receita médica, para evitar o uso indiscriminado. ''É preciso ter a receita para que haja um controle maior, para que as pessoas pensem duas vezes antes de ter uma relação desprotegida'', opina Evaldir Bordin, diretor da Maternidade Municipal Lucila Balalai.
Mas o que os adolescentes efetivamente pensam sobre a pílula do dia seguinte? Em um bate-papo em um colégio do Centro de Londrina, foi possível descobrir que eles sabem do que estão falando. O grupo de cinco estudantes, com idades entre 15 e 19 anos, revelou que, no caso de necessidade, não há dúvidas: é só correr até a farmácia mais próxima. ''Se eu tivesse que tomar, não iria perguntar nada para médico nenhum. Iria até a farmácia e compraria'', revelou uma das meninas.
''Eu tenho uma amiga, de 15 anos, que tomou a pílula do dia seguinte e engravidou mesmo assim. Não sei se ela utilizou corretamente, mas o bebê já está com um ano de idade'', relatou outra estudante. Sobre as fontes de informação para saber sobre sexualidade, eles respondem que não falta onde saber sobre o assunto, no entanto a ''mídia'' mais utilizada para saber sobre sexo é o bate-papo com os amigos. Aliás, eles contam que esse assunto é um dos que mais rolam nas rodas de conversa de meninos e meninas. (W.S.)





