Receita lança operação de combate ao contrabando
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Foz do Iguaçu - A Receita Federal lançou ontem em Foz do Iguaçu (Oeste) a operação Escudo, que tem o objetivo de coibir o contrabando, o descaminho e a entrada de produtos piratas no País. O trabalho será intensificado nas regiões de fronteira do Paraná e Mato Grosso do Sul e também no Estado de São Paulo, destino final de grande parte das mercadorias irregulares.
A ação visa prevenir e combater os crimes de tráfico de drogas, armas, munições, medicamentos e qualquer outro produto que entre de forma ilegal no País pela fronteira com o Paraguai. O trabalho faz parte da operação permanente "Fronteira Blindada", lançada em 2005, e contará com a participação das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar. Mais de 800 servidores estarão mobilizados na operação.
Serão desenvolvidas ações com barreiras fixas, móveis e equipes volantes, além de atuações em centros urbanos, como em guarda-volumes, estacionamentos, terminais rodoviários, hotéis e depósitos. Na Região Oeste do Estado, o principal ponto de atuação será uma barreira fixa de fiscalização montada na praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu, a 25 quilômetros de Foz. Haverá ainda presença de equipes volantes em estradas secundárias e nas margens do Rio Paraná e do Lago de Itaipu. A operação terá apoio de helicópteros e cães farejadores. A Operação Escudo deve durar pelo menos 60 dias.
O Paraná continua sendo a principal porta de entrada de cigarros contrabandeados, produtos eletrônicos, de informática, bebidas, remédios e maconha. Já o tráfico de cocaína, armas e munição é mais intenso nas fronteiras com a Colômbia, Peru e Bolívia. "A operação tem como meta garantir proteção a sociedade. O contrabando traz dois grandes prejuízos a qualquer país: econômico, já que atrapalha a indústria nacional, e o social, causando desemprego e aumentando a criminalidade", frisou o superintendente da 9ª Região Fiscal da Receita Federal, que engloba Paraná e Santa Catarina, Luiz Bernardi.
Apesar da Ponte da Amizade ser o caminho mais usado pelos contrabandistas, Bernardi ressaltou que diversas operações de repressão e fiscalização ao longo dos últimos 15 anos tem colaborado com a redução da criminalidade e contrabando na região. "Desde 2001 mais de 50 mil veículos e 5 mil ônibus irregulares foram apreendidos. Anteriormente, 90% da Ponte era ocupada por contrabandistas. Hoje a realidade é outra e o espaço é frequentado pelos turistas", frisou o superintendente.
Luiz Bernardi lembrou ainda do risco que o comprador final corre ao consumir produtos sem procedência. "Imagine uma pessoa que consome um estimulante sexual, um abortivo ou um anabolizante ilegal. Ela pode ficar com graves problemas de saúde e sequelas que podem levar até a morte", apontou.



