O próprio desempregado, muitas vezes, não tem idéia de que a atitude de comprar mercadorias provenientes de contrabando ou descaminho ou produtos piratas pode contribuir com a dificuldade em conseguir um emprego de carteira assinada.
O problema, segundo o delegado da Receita Federal Sérgio Gomes Nunes, é que as críticas são direcionadas principalmente contra o combate ao contrabando. Além da atitude prejudicar empresas brasileiras, que chegam a fechar as portas por causa da concorrência desleal, a simples compra de ''muamba'' pode alimentar uma rede de criminalidade.
''Por trás disso existe alguém que foi o fabricante desse produto pirata, que faz parte de uma rede criminosa, que está financiando outros crimes. Nós sabemos que em nível mundial isso está financiando tráfico de drogas, terrorismo'', comenta Nunes.
Com o intuito de combater o ciclo completo do contrabando, a política da Receita e da Polícia Federal é de fiscalizar não apenas os ambulantes e camelôs, mas os grandes atacadistas do contrabando, através de grandes operações conjuntas.

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