Receita apreende produtos enviados pelos Correios
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Mercadorias postadas em agências dos Correios nas cidades da região Oeste do Paraná estão na mira de fiscais da Receita Federal. Foi desencadeada, anteontem, a operação batizada de Leão Expresso 13, para selecionar e fiscalizar encomendas na Central de Recepção e Distribuição de Encomendas dos Correios de Curitiba. O fiscais farão a apreensão das mercadorias estrangeiras em situação irregular.
Nas primeiras 24 horas foram selecionados 100 volumes dos 40 mil que passam diariamente pela Central para serem escaneados no raio-X. Desses, 20 continham mercadorias ilegais ou irregulares, totalizando 100 produtos apreendidos. O valor total, de acordo com a Receita, equivale a R$ 50 mil, sendo 30% em impostos sonegados.
A região foi escolhida por abrigar as cidades onde, costumeiramente, se despacham produtos trazidos do Paraguai. Mas também podem ser alvo de fiscalização volumes postados em outras cidades. Segundo o chefe da Divisão de Repreensão ao Contrabando da Receita Federal, Sergio Lorento, após conversarem com os destinatários dos produtos, verificou-se que a maioria foi comercializada pela internet.
Para remeter uma mercadoria na região de fronteira, a pessoa tem que apresentar o produto aberto, com nota fiscal e identificar o remetente e o destinatário. A Receita verifica no sistema se o produto foi declarado ao entrar no país, explica Lorento. O que tem se verificado nas fiscalizações é que muitas vezes o importador usa notas fiscais falsas ou de empresas que não condizem com o produto vendido. Para se precaver, o consumidor pode consultar o CNPJ de uma empresa no site da Receita Federal, conferindo se a empresa tem permissão para atuar naquele segmento.
De acordo com Lorento, as ações de fiscalização nos Correios e nas demais portas de entrada desse tipo de produto são rotineiras. A Operação Leão Expresso 13 intensificou os trabalhos, destacando 12 fiscais do órgão para agir em turnos alternados. A ação não tem prazo para terminar. Entre as mercadorias apreendidas no início da operação estavam produtos de informática, eletrônicos e até cigarros. A maioria é doada ou leiloada. Os produtos piratas, cigarros e drogas são destruídos.
De janeiro a junho deste ano, U$ 65 milhões em mercadorias foram apreendidos somente no Paraná. A responsabilidade pela infração cabe ao remetente, que é intimado a apresentar os documentos fiscais daquela mercadoria, cabendo multa e podendo responder criminalmente por contrabando e descaminho. O comprador não é responsabilizado, mas fica sem o produto e pode não ser ressarcido.


