Odair StraliottiNutriçãoEstabelecimento serve quatro refeições por dia aos meninosHá cerca de 30 dias, cem garotos - na faixa etária de 7 a 17 anos - deixaram de perambular pelas ruas de Apucarana. Agora, eles estão integrados ao Recanto do Menor, uma entidade que surge com a proposta de resgatar crianças e jovens das ruas e investir na formação escolar e profissional delas.
Muitos destes menores já estavam ‘ambientados’ nas ruas da cidade. Ociosos, alguns já praticavam pequenos delitos e usavam drogas. O primeiro requisito para ingressar no Recanto é voltar a estudar. A partir daí, os garotos têm o seu tempo ocupado durante todo o dia, retornando para casa à noite.
A iniciativa é da Secretaria Municipal de Ação Social, que já busca parcerias para viabilizar o atendimento de um número maior de garotos. O primeiro acordo já foi firmado.(Leia texto ao lado).
A princípio, o Recanto do Menor ganhou um espaço alternativo, com a adequação de uma escola municipal que estava desativada, no Jardim América. ‘‘O espaço é insuficiente, mas existe muita determinação de toda a equipe’’, diz a coordenadora do projeto, Lucimar Scarpelini. Ela afirma que a idéia é ampliar o atendimento, futuramente, num prédio mais amplo. Quem estuda de manhã, sai da escola direto para o recanto. Quem estuda à tarde, participa das atividades que começam às 8 da manhã.
No Recanto do Menor, são servidas quatro refeições por dia e, apesar do espaço restrito, os garotos dispõem de salas de reforço-escola, cursos de datilografia, artesanato, judô e capoeira. Várias atividades esportivas e outros cursos também estão sendo oferecidos graças à estrutura do CAIC, perto do recanto.
SoluçãoA criação do recanto também facilita o trabalho do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, que até agora não tinha para onde encaminhar os menores recolhidos nas ruas da cidade.
A vice-presidente do conselho, Sônia Maria da Silva, diz que o Recanto veio preencher uma lacuna existente na área social. ‘‘Temos certeza absoluta que vários menores estão ganhando uma nova oportunidade em suas vidas.’’
A entidade dispõe de psicóloga, pedagoga, professores e instrutores, que dão orientação aos garotos. ‘‘Infelizmente, nem todos os menores que perambulam pelas ruas da cidade foram para o recanto’’, assinala Sônia. Ela diz que o espaço é insuficiente e que alguns menores teimam em permanecer nas ruas.

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