Recadastramento informará número verdadeiro de leitos
Uma comissão formada por representantes da Regional de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, da Promotoria Pública e do Conselho Regional de Medicina (CRM) está visitando e recadastrando todos os hospitais da cidade. Este levantamento vai permitir saber exatamente quantas vagas podem ser oferecidas aos pacientes do SUS.
O superintendente do Hospital Universitário, Roberto Donadio, calcula que Maringá dispõe de 60 leitos de terapia intensiva. Porém, somente duas unidades da Santa Casa de Misericórdia estão disponíveis para a Central de Leitos, criada para monitorar os leitos disponíveis para o SUS.
O proprietário do Hospital Santa Rita, Hiram Moura Castilho, calcula que a microrregião de Maringá (30 municípios) deveria ter pelo menos 80 leitos de UTI. Castilho também declarou ontem à Folha que o acordo firmado com o secretário interino de Saúde não existe.
Não tem valor porque o que este acordo pede é que sejam atendidos todos os casos de urgência e emergência do SUS, e isso nós estamos fazendo há muito tempo. Oito das nossas dez UTIs estão ocupadas por pacientes do SUS. O Santa Rita é credenciado ao SUS mas não oferece leitos através da central da Secretaria de Saúde.
Um médico do Hospital Universitário, que pediu para não ser identificado, afirmou que a ocupação média dos leitos dos hospitais de Maringá está abaixo da capacidade máxima dos estabelecimentos. Segundo o médico, isso leva a crer que os maiores hospitais selecionam pacientes do SUS de acordo com a remuneração que recebem do governo. Pacientes de hemodiálise e quimioterapia, por exemplo, são bem pagos pelo SUS.





