A Brasília envolvida no acicente rebocava um barco que provavelmente transportaria os três ocupantes em uma pescaria. Conforme o tenente Pedro Ramos, esse tipo de reboque é comum na região, onde localizam-se várias represas e rios. De acordo com ele, o reboque é um componente que pode alterar as características de movimento do veículo, por isso, o motorista tem que ter maior noção de espaço. ''Não sabemos se esse fator influenciou no acidente, mas a recomendação serve para todas as pessoas que costumam usar esse tipo de veículo.''
O tenente explicou também que o reboque é considerado um segundo veículo. Por isso, precisa passar por vistoria do Detran, receber placa e sinalização. ''Infelizmente, muita gente ainda fabrica esses veículos no 'fundo do quintal' e circula sem atender às exigências da legislação'', disse, acrescentando que na região não é raro observar carros bem antigos com reboques nessa situação, usados principalmente por pescadores.
O tenente esclareceu ainda que a PRE fiscaliza as condições mínimas exigidas para a circulação dos carros que, quando não estão em condições de trafegar, acabam apreendidos. ''Mas não temos como saber se componentes como os amortecedores, por exemplo, estão em boas condições''.
''Outra maneira de verificarmos se o veículo apresenta boas condições é quando é feito algum procedimento de transferência ou alteração de características'', informou a chefe interina da 12 Ciretran. Conforme ela, a vistoria pode ser reprovada e o processo só será autorizado mediante regularização. ''No entanto, não podemos reter este veículo.''
Ainda segundo Patricia, são poucos os pedidos de transferência em veículos que não estejam em condições de trafegar. Londrina tem uma frota de 256 mil veículos, sendo 150 mil carros. (Carolina Avansini e Marian Trigueiros)

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