Odair StraliottiMudançaDetentos em camburão, a caminho da PEL; polícia reassumiu o controle do minipresídio pouco depoisA rebelião dos 74 presos do minipresídio de Apucarana teve um desfecho tranquilo anteontem, por volta das 21 horas. Um acordo firmado com autoridades permitiu a liberação de três policiais civis e três militares que eram mantidos como reféns. A juíza corregedora substituta, Elisiane Minasse, o promotor Gustavo Marcel Fernandes Marinho, o delegado Otacílio Bovolin e o coronel Arlindo Marques, negociaram durante quatro horas com os líderes da rebelião, até conseguirem a liberação dos reféns.
O entendimento foi garantido graças à autorização para a transferência dos presos Marcos Roberto da Silva e Éverton Torquato Martins, condenados por assalto, para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). As autoridades também se comprometeram a atender parte das reivindicações. Os dois detentos foram retirados do minipresídio 30 minutos antes da liberação dos reféns.
Os presos pediam a melhoria da qualidade da alimentação, mais tempo de exposição ao sol e de visita dos familiares, assistência jurídica e reparos no sistema hidráulico do minipresídio. Em entrevistas a rádios locais, os presos declararam que estão cansados de falsas promessas, quanto à alimentação e outros benefícios.
Durante 6 horas, o carcereiro Cláudio Fernandes, os investigadores Saulo Faccini e José Petri, o sargento Antenor de Souza e os soldados Jordão e Gebaldo permaneceram como reféns dos detentos, que estavam armados com facas e estoques. Apesar dos momentos de tensão, nenhum dos reféns foi agredido ou ferido.
A juíza Elisiane Minasse disse ontem que deve se reunir novamente com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, comandante do 10º Batalhão da PM, dirigentes do Conselho Comunitário de Segurança e representantes do Pró-Egresso, para discutir a situação do presídio. ‘‘Nossa intenção é atender o que for possível dos pedidos formulados pelos presos.’’

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