Rebelião na Casa de Custódia já passa de 18 horas; mais um agente é liberado
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Samara Rosenberger - Redação Bonde 
A rebelião na Casa de Custódia de Maringá, no Norte do Paraná, já passa de 18 horas. Às 7h30 desta terça-feira (30), as negociações foram retomadas pelas equipes da Polícia Militar (PM), representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secretaria Estadual de Justiça (Seju) e outras autoridades do sistema penitenciário.
Na madrugada, por volta das 1h50, mais um agente penitenciário foi liberado. Segundo a diretoria da Casa de Custódia, ele estava tranquilo e foi atendido pelo Siate com ferimentos leves. Ele foi levado ao Pronto Socorro municipal e passa bem.
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Anthony Johnson, garantiu que está acompanhando a situação e voltou a destacar a precária condição de trabalho enfrentada pelos profissionais. "Precisamos de maiores investimentos no sistema e esperamos que o novo Secretário olhe de uma forma diferenciada para nós a partir do ano que vem", pediu.
Esta é a 24ª rebelião em cadeias do Paraná registrada somente neste ano. Ao todo, 52 agentes foram feitos reféns durante os motins. "Esperamos que tudo acabe bem e que todos sejam liberados", disse.
A rebelião na prisão de Maringá começou às 15h de ontem, nas galerias 31 e 32. Cerca de duas horas depois, um agente foi liberado após ficar ferido com golpes de estoque, arma feita pelos presos com pedaços de ferro.
Cerca de 90 detentos participam da rebelião e pedem um série de reivindicações, como acesso aos corredores, remissão das penas, materiais para manufatura da artesanato, melhorias na alimentação, respeito às famílias e visitas, além de aumento de assistência social e jurídica. Na carta divulgada pelos presos, não há solicitação de transferências.
A Casa de Custódia de Maringá abriga 636 presos e tem capacidade para 654.


