Uma rebelião na cadeia de Santo Antônio da Platina (20 km de Jacarezinho) mobilizou policiais civis e militares ontem, por volta das 2 horas da madrugada. A movimentação teve início depois que uma tentativa de fuga de 35 detentos foi descoberta pela polícia.

De acordo com os policiais, os presos estavam armados com estoques (pedaços de ferros pontiagudos) e exigiam a presença da juíza de Santo Antônio da Platina, Maristela Andrade de Carvalho, para solicitar a transferência e o andamento nos respectivos processos criminais. Eles dominaram a ala A da carceragem da delegacia e ameaçavam assassinar um dos detentos, caso as reivindicações não fossem atendidas.

A rebelião durou seis horas e só foi controlada no início da manhã com a presença da juíza. Maristela Andrade de Carvalho negociou o final do motim e assegurou a transferência de 12 detentos durante a semana, além de garantir que os processos dos demais presos seriam analisados. Durante o dia, a juíza esteve várias vezes em contato com os detentos para avaliar os processos e ouvir as reivindicações. Cerca de 15 policiais, entre militares e civis, acompanharam as negociações durante a madrugada.

O superintendente da 38Delegacia Regional de Santo Antônio da Platina, Roberto Martins disse que os presos se aproveitaram da interdição da ala B. Martins explicou que cinco celas estão desativadas para reformas e que os presos estão concentrados na ala A. ''Eles cortaram as grades e arrombaram as portas, mas foram impedidos de fugir quando alcançaram a saída que dá acesso à rua'', disse. Os policiais admitiram que uma parte dos presos está condenada e aguarda a transferência para penitenciárias do Estado.

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