Moradores e lideranças políticas do bairro Bacacheri, na região norte de Curitiba, vão tentar reabrir o inquérito instaurado há três anos, na Procuradoria-Geral da República, com o objetivo de reduzir os vôos do aeroporto do bairro. Eles alegam que o aeroporto representa riscos à população por estar instalado em uma área residencial e querem a sua transferência. Uma comissão de onze pessoas deve se reunir na próxima semana para viabilizar a reabertura do processo.
O Aeroporto Bacacheri opera há 30 anos e registra uma média anual de 20 mil pousos e decolagens. É o quarto em movimento da Região Sul, depois do Salgado Filho, de Porto Alegre; do Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba); e do Internacional de Foz do Iguaçu.
Em 1998, os moradores conseguiram na Justiça a transferência dos vôos domésticos das empresas TAM, Helisul, Pantanal e Passaredo para o Afonso Pena. A queda de um avião bimotor no bairro, há dois meses, reativou a discussão sobre a interdição do aeroporto. Os moradores argumentam que, além do perigo, a convivência com o barulho dos aviões é um transtorno constante.

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